Inovação no varejo: luxo ou necessidade?

A inovação no varejo é um luxo ou uma necessidade para os lojistas? Essa é uma pergunta que tem sido feita por muitos empresários da área, que não sabem ao certo sobre que investimentos necessitam realizar em seus estabelecimentos comerciais.

E será que essa é uma preocupação apenas para as grandes redes ou os pequenos empresários do ramo varejista também precisam se preocupar com isso? É sobre esse assunto que falaremos neste post.

Afinal, o que é a inovação no varejo?

Antes de entrar sobre o tema de a inovação no varejo ser um luxo ou uma necessidade, convém entender o que esse termo realmente significa, uma vez que muitas vezes ele é interpretado de forma equivocada.

Se procurarmos a palavra inovação no dicionário Michaelis, vamos encontrar o seguinte significado: “produzir ou tornar algo novo, renovar, restaurar”.

Dentro desse contexto, a inovação no varejo pode ser definida como o ato de trazer novidades para um comércio varejista. Assim sendo, não se trata de um luxo, mas sim de uma necessidade para os negócios, uma vez que os clientes estão sempre em busca de algo novo e que os motive a comprar de um estabelecimento. 

Isso vale tanto para as grandes redes, como para os pequenos comerciantes nos bairros ou cidades do interior.

Por que a inovação no varejo é uma necessidade?

Como explicamos, a inovação não é um luxo, mas sim uma necessidade para as lojas que desejam se manter ativas no mercado. Para entender mais a fundo o porquê disse tudo, alguns tópicos precisam ser analisados. Confira os principais deles, a seguir!

Clientes cada vez mais exigentes

Uma pesquisa feita pela empresa The Drum e apresentada em uma reportagem produzida pela revista Exame fala que a maioria dos clientes está ficando mais exigente e que quer interações mais pessoais.

Assim sendo, os empresários do ramo varejista precisam inovar e trazer novidades para as suas lojas. O bom atendimento, por exemplo, é algo que as pessoas já veem como básico e, por isso, se deve ir além, oferecendo para os clientes experiências únicas, que eles não encontrariam em outro local.

Fortalecimento do comércio digital

Outra pesquisa, realizada pelo SPC Brasil, revelou que 89% dos internautas brasileiros já fizeram compras online em algum momento. O estudo também mostrou que o volume de consumidores digitais aumentou em 43% de 2016 para 2017.

As informações da pesquisa, que foram tema de uma reportagem da EBC, nos faz refletir sobre o fortalecimento do comércio digital e as novas formas de consumo. No entanto, isso não significa que as lojas físicas vão acabar, tampouco que os clientes abandonarão completamente esse tipo de compra.

Imagine, por exemplo, que uma pessoa tem uma geladeira cheia e o equipamento estraga. Você acha que ela vai comprar uma nova pela internet e esperar por dias para ser entregue ou ir até uma loja de eletrodomésticos de sua cidade?

Certamente é a segunda opção, pois, caso contrário, seus alimentos iriam estragar, não é mesmo? Porém, para brigar de igual para igual com os e-commercers, as lojas físicas precisam trazer atrativos para os clientes, como ter um cartão próprio que dê descontos, por exemplo.

Necessidade de tornar os processos mais enxutos

As pessoas têm uma rotina cada vez mais corrida e cheia de compromissos, sobretudo nos grandes centros urbanos. Essa realidade faz com que elas não tenham muito tempo para fazer compras.

As lojas precisam inovar para que tenham processos mais enxutos e menos burocráticos. Se o cliente faz uma compra no crediário, por exemplo, vale mais a pena fazer a cobrança com cartão de crédito do que oferecer um carnê, que exige que o comprador vá todos os meses no estabelecimento para pagar.

Aumento procura por eficiência

A complexidade das rotinas pessoais também tem feito com que as pessoas busquem mais por eficiência. Se elas tiverem problemas ou forem mal atendidas em uma loja, por exemplo, não retornarão ao local.

Em contrapartida, se o atendimento for eficiente, poderão se tornar clientes fixas e sempre comprar no seu estabelecimento. É por isso que investir em inovação no varejo é importante também nesse sentido.

Como implantar a inovação no varejo?

Não existe uma “fórmula mágica” para implementar a inovação no varejo. Afinal, cada loja é única e tem suas particularidades. No entanto, algumas boas práticas podem ser adotadas. Veja alguns exemplos, a seguir!

Atente-se para as novas tecnologias

As novas tecnologias chegaram para facilitar o comércio varejista em diversos segmentos. Desde aplicativos de pagamento, até softwares para a gestão de estoque e fluxo de caixa, tudo pode ser melhorado com recursos tecnológicos.

A ideia é que sejam utilizados sistemas digitais para agilizar os processos e gerar um atendimento com mais qualidade para os clientes.

Crie experiências inovadoras para o clientes

Mais do que fazer uma compra, os clientes que vão até a sua loja precisam viver uma boa experiência. De tal forma, a inovação no varejo também pode ser utilizada para criar momentos únicos.

Existem táticas de marketing sensorial, por exemplo, em que um aroma próprio é criado para cada estabelecimento. Assim, o cheiro que um cliente sentirá na sua loja será exclusivo e ele não encontrará o mesmo perfume em nenhum outro local. Interessante, não é mesmo?

Conheça e entenda os seus clientes

Essa dica pode até parecer batida ou clichê, mas é muito importante. Você precisa conhecer e entender os seus clientes, para saber quais são as necessidades e anseios que eles têm.

Para compreender sobre o que os seus clientes necessitam, recomenda-se que você faça uma pesquisa de perfil. Você pode aplicar um questionário para as pessoas que forem até a loja ou então enviá-lo por e-mail.

Agora você já sabe! Quando alguém perguntar se a inovação no varejo é um luxo ou necessidade, a resposta é sempre a segunda opção. Inovar é essencial para manter uma loja ativa no mercado e dando lucros. Por isso, coloque em prática as nossas dicas!

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