Atacarejo: como essa tendência vem dominando o mercado

Diante das dificuldades financeiras, é regra geral buscar produtos com preço mais em conta. E no ramo da alimentação, cada vez mais famílias têm buscado comprar em maior volume, garantindo um preço mais em conta na unidade do produto. Aproveitando esta tendência é que surgiu o atacarejo.

Hoje, praticamente toda cidade ou microrregião já conta com sua unidade mercadista que vende grandes volumes de produtos diretamente ao consumidor final. Esta expansão tem uma razão: o público quer preços mais baratos, diante de um menor poder aquisitivo.

Para explicar o que é um atacarejo, como surgiu este conceito e se realmente eles valem a pena é que preparamos este super post para você. Confira agora mesmo!

O que é um atacarejo?

A palavra atacarejo surgiu da junção das palavras atacado e varejo. Ela transmite a percepção que neste local, o cliente poderá encontrar produtos no varejo, mas com preço de atacado, que em geral são muito mais em conta.

Além disso, nestes locais é possível encontrar grande volume de unidades de um mesmo produto, em fardos ou em caixas, o que torna o preço mais atrativo. Nestes locais geralmente há dois tipos de preço: um para um item único, e outro para acima de determinada quantia de produtos.

Assim, quando unidos os dois conceitos, passou a surgir a expressão atacarejo. Se inicialmente tais locais eram visitados principalmente por pequenos comerciantes, que compravam em quantidade para revender em seus “mercadinhos”, hoje estes locais caíram nas graças do povo e representaram um grande crescimento econômico, como veremos mais adiante.

Como surgiu o atacarejo?

Os atacados supermercadistas surgiram no Brasil na década de 1970, inicialmente como grandes galpões voltados para comerciantes, que como não compravam em grandes volumes e sequer possuíam espaço para estoques, visitavam semanalmente tais locais para reporem as prateleiras de seus mercadinhos.

Como podiam comprar apenas uma caixa de determinado produto, a um preço menor, conseguiam colocar um percentual sobre cada produto e os revenderem ao cliente final, tendo uma margem de lucro neste processo.

Com o passar do tempo e com a crise, muitas famílias precisam buscar alternativas para fazer o dinheiro do mês render mais. Uma solução foi ir aos atacados e comprar determinados produtos também em quantidade, suprindo as necessidades familiares.

Inicialmente, itens como comida mais diária (como arroz, feijão, macarrão) e de higiene (já que não são perecíveis) eram as principais compras das famílias, já que poderiam comprar em grandes quantidades, obtendo preço mais em conta.

Este movimento iniciou principalmente nas regiões periféricas de grandes centros brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de 2012. Percebendo este nicho de mercado — sem trocadilhos — que começa a surgir, grandes redes de supermercado começaram a investir nos atacarejos.

O resultado é que desde então, o comércio varejista sofreu queda em seu volume de vendas, enquanto as redes atacadistas registram crescimento de cerca de 10% em seu faturamento.

A expansão dos atacarejos

Donos de redes de supermercado viram na criação dos atacarejos uma excelente oportunidade e começaram a investir cada vez mais neste segmento. O resultado é que, somente no ano de 2015, as vendas no atacarejo superaram a casa dos R$ 250 bilhões.

Algumas redes inclusive passaram a investir fortemente nesta área, mostrando que esta é uma excelente opção e que é possível conseguir resultados consistentes em menor tempo, e sem grandes investimentos.

Investir no atacarejo é um bom negócio?

Os produtos comercializados no atacarejo costumam ter um preço mais em conta se comparado aos de redes varejistas. Isso é possível principalmente pelo volume vendido — que costuma sempre ser maior.

Agora a principal pergunta do cliente comum é: vale realmente ir até um atacarejo? A resposta é sim! Nestes locais atualmente é possível encontrar toda sorte de produtos, das mais variadas marcas e preços. Se antes os atacarejos priorizam as marcas mais populares, já que seu público principal eram as classes C e D, hoje há grande diversidade e inclusive é possível ver cada vez mais pessoas das classes A e B nestes espaços.

Quando o cliente compara os preços entre os supermercados tradicionais e os atacarejos, percebe que, em geral, eles costumam ser mais em conta, e conforme a quantidade, o valor pode ser ainda mais atrativo.

Atualmente, cada cidade ou microrregião já conta com um atacarejo e esta popularização em tornando ainda mais atrativo as visitas nestes locais. Se antes eram instalados em pontos estratégicos, situados às vezes longe das casas dos cidadãos comuns, agora o deslocamento já não é mais empecilho.

Preços são os maiores atrativos

Como já observamos até aqui, os principais diferenciais dos atacarejos está no volume de vendas — quanto mais vende, menor pode ser o preço. E este valor mais em conta nos produtos é o principal atrativos destas redes mercadistas.

Por isso, além dos donos de mercadinhos, cada vez mais clientes comuns têm procurado o atacarejos para suas compras, permitindo uma economia doméstica que permite inclusive acrescentar outros produtos a sua listinha básica quando vai ao mercado.

Para as famílias, é importante ainda frisar que suas idas nestes locais visam a compra de produtos com maior durabilidade, já que poderão ser adquiridas em grande quantidade e armazenadas por mais tempo.

Já produtos perecíveis não costumam ser adquiridos em grande quantidade por famílias, justamente por terem o prazo de validade mais curto. Por exemplo, por maior que seja a família, não adianta comprar grandes quantidades de leite, já que ele estará vencido antes dos membros da família conseguirem consumir tudo. Aí, o valor economizado na compra vai literalmente por ralo abaixo.

Como vimos até aqui, o conceito de atacarejo é um setor que vem crescendo cada vez mais no Brasil e o resultado são redes investido fortemente nesta área. Pesquisa da Data Popular, de 2016, inclusive aponta que 56% dos entrevistados destacam ter passado a fazer compras nos atacarejos por conta da crise e, destes, 98% informaram que seguiram comprando.

Já o público principal é composto por 61% por mulheres, das quais 22% são acima de 56 anos e de classe média. Eles vão às lojas para abastecer e repor a dispensa. Ou seja, são clientes cada vez mais recorrentes, o que amplia até mesmo o ticket médio dos atacarejos.

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